Cejam

A pandemia do novo coronavírus trouxe consigo mudanças substanciais na rotina de milhões de pessoas, que passaram a adotar o isolamento social, a trabalhar remotamente e a reinventar momentos de lazer e hobbies, por exemplo. Para a realidade dos casais, o envolvimento sexual e afetivo não ficou de fora dessas adaptações. Mas, afinal, até que ponto o contato íntimo com alguém pode representar um risco de contágio de COVID-19?

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Beijos na boca e sexo devem ser evitados durante o período de isolamento social. É o que explica a Dra. Graziella Mestres, médica supervisora no CEJAM. “Os beijos são uma forma de contágio de COVID-19, pois o vírus está presente na saliva dos portadores. Por isso, é aconselhável priorizar as medidas de prevenção”, comenta.

Além da saliva, o novo coronavírus pode ser encontrado no muco, facilitando o contágio durante a prática de relações sexuais por via vaginal, anal e oral. A médica esclarece, ainda, que apesar de não haver evidências científicas que demonstrem a possibilidade de contágio por sêmen ou secreção vaginal, o distanciamento do contato físico é o mais recomendado nesse momento.

Casais que moram juntos devem tomar precauções além da abstinência sexual. “A maioria dos estudos publicados demonstra que as principais formas de contágio de COVID-19 são por gotículas de saliva, espirros, acessos de tosse, contato próximo e superfícies contaminadas”, observa Graziella. Por essa razão, em ambientes intradomiciliares recomenda-se distanciamento de 2 metros entre os moradores, etiqueta respiratória, aumento da frequência de lavagens das mãos com água e sabão e uso de álcool gel a 70%. Manter a higiene da casa e lavar roupas após contato com ambientes externos, além de não compartilhar toalhas também é indicado.