SSP-SE

O Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), com o apoio da Divisão de Inteligência (Dipol), cumpriu o mandado de prisão contra um homem investigado por estelionato com o golpe do bilhete premiado. Ele foi preso em flagrante pela polícia do Paraná após praticar um golpe em Maringá (PR). Em Sergipe, havia um mandado de prisão contra ele por aplicar esse golpe contra uma idosa que teve um prejuízo de R$ 99 mil.

Segundo a delegada Suirá Paim, as investigações tiveram início em outubro do ano passado. “Quando a vítima procurou a delegacia para registrar o boletim de ocorrência acerca dos fatos. Esse tipo de crime acontece ainda com frequência, apesar de ser uma técnica antiga. Uma senhora de 65 anos foi abordada na rua por um grupo criminoso que convenceu a vítima”, iniciou.

Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri)

De acordo com a delegada Lauana Guedes, esse tipo de golpe começa quando a vítima é abordada por uma pessoa que simula ser analfabeta. “Procurando saber sobre um determinado local. Então, a vítima acaba dizendo que não sabe onde fica aquela localidade. Nesse momento, aparece um segundo golpista que finge não conhecer a pessoa analfabeta e simula que vai ajudá-la”, acrescentou.

Nesse momento, a pessoa que finge ser analfabeta apresenta um bilhete. “O segundo golpista, que simulou ajudar a pessoa que simula ser analfabeta, verifica que pode ser um bilhete premiado. Ele faz uma ligação em viva-voz para um terceiro golpista, que simula ser gerente da Caixa Econômica Federal. Ele, por sua vez, solicita os dados do bilhete, e todos escutam essa informação”, explicou Lauana Guedes. 

Com isso, a vítima acredita que se trata de um bilhete premiado. “Porque aquele suposto gerente afirma que o bilhete de R$ 18 milhões não foi retirado. Então, a pessoa que finge ser analfabeta diz que não pode receber aquele prêmio por crença religiosa. O segundo golpista, que é a pessoa que tentou ajudá-la, propõe que a vítima que troque aquele bilhete premiado por um valor elevado”, acrescentou a delegada.

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Lauana Guedes revelou que, com a narrativa, os golpistas conseguiram convencer a vítima a transferir R$ 99 mil. “Ela inicialmente transferiu R$ 49 mil e, depois, contraiu um empréstimo no valor de R$ 50 mil para uma conta indicada pelos golpistas. Na investigação, identificamos que a conta era falsa e que havia sido aberta no nome de uma outra vítima. Assim, identificamos dois integrantes do grupo criminoso”, revelou.

A delegada Suirá Paim concluiu revelando que a maioria das vítimas são mulheres idosas. “Eles se aproveitam e fazem com que a vítima acredite na história. Então deixamos o alerta para que as pessoas se previnam. A maioria das vítimas são pessoas idosas que tem uma condição financeira. Eles abordam essas pessoas geralmente em bairros nobres, inclusive locando veículos”, informou.

Além desse crime de estelionato com o golpe do bilhete premiado, consta no histórico criminal do preso 40 processos. A Polícia Civil solicita que as vítimas procurem a unidade policial para registrar o boletim de ocorrência. Informações e denúncias sobre crimes e suspeitos de ações criminosas também podem ser repassadas à polícia por meio do Disque-Denúncia, no telefone 181. O sigilo do denunciante é garantido.